Dietas de eliminação podem melhorar composição corporal

 


Medida pode eliminar, por exemplo, sintomas causados pela ingestão de alimentos que causam hipersensibilidade, como fadiga, indigestão e alterações de humor

Foi-se o tempo em que dieta era sinônimo apenas de emagrecimento. Atualmente, a medicina utiliza os mecanismos de controle alimentar para identificar possíveis agentes maléficos ao corpo e, com isso, reduzir sintomas corriqueiros do dia-a-dia, como dores de cabeça, fadiga, irritabilidade, problemas de pele e até doenças autoimune.

“Cada vez mais, percebemos que pessoas com intestino forte têm uma boa saúde. Então se você come regularmente algo que não te faz bem, seu intestino poderá sofrer uma espécie de inflamação e reagirá emitindo sinais de anormalidade no seu corpo. Temos que identificar quais são esses sinais e o que os têm causado”, explica o médico Theo Webert, que atua em nutrologia e performance humana.

Segundo o especialista, a dieta da eliminação pode ser útil para identificar quais são as substâncias que causam algum tipo de reação no corpo do paciente. “Podemos, por exemplo, eliminar o glúten da alimentação. Outras, mais específicas, miram em comidas que sejam propícias a despertarem intolerância, como álcool, laticínios, ovos, nozes, açúcares e o próprio glúten”, frisa o médico.

 

Ciclo da dieta

O especialista afirma que o período de duração pode variar de acordo com cada paciente. Mas adianta que a dieta de eliminação mais rigorosa pode durar pelo menos duas semanas. “O prazo maior se faz necessário justamente porque alguns alimentos podem levar certo tempo para serem completamente eliminados pelo organismo. Há casos que detectamos a permanência de elementos no corpo por meses”, diz.

Theo Webert elucida que uma vez encerrado o período de eliminação, os alimentos são aos poucos reintroduzidos na dieta, para avaliar se os sintomas reaparecerão. “Recolocamos cada alimento de cada a vez a fim de perceber os efeitos que cada um pode causar no organismo. Qualquer reação diferente pode ser resultado de uma intolerância ou mesmo de uma alergia até não diagnosticada por exames laboratoriais”, ilustra.

O médico elenca que, além de um diagnóstico mais preciso sobre o impacto de determinado alimento no dia a dia do paciente, a dieta da eliminação auxilia na melhora do funcionamento imunológico, clareamento da pele, digestão mais saudável, mais disposição e até melhora no humor. “Há ainda algumas evidências de que a redução na inflamação do intestino, pode ajudar pessoas com problemas e doenças crônicas como diabetes e alguns distúrbios autoimunes”, exemplifica.

No entanto, o médico orienta os pacientes a sempre terem acompanhamento de algum profissional habilitado. “É fundamental se certificar que a dieta contemple todos os nutrientes e vitaminas apropriados, além de minerais, macro e micronutrientes e assim por diante”, alerta.

 

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